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[Endereço do Peron?] | [Endereço do Peron?] | ||
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| valign="top" |O cotidiano | |||
| valign="top" |A carne de porco com arroz era a dieta básica. A casa e alojamento eram cercadas por uma cerca de paus roliços cravados um ao lado do outro para impedir invasão dos porcos. Havia também uma cerca dessas protegendo a região frontal do secador de arroz e moega. | |||
Uma das diversões era a alimentação dos porcos. A área limpa acima do galpão de silo era onde os porcos ficavam às centenas esperando pela quirela de arroz. Alguém distante atraia a atenção dos porcos; perto do galpão outros espalhavam o arroz. Quando os porcos avistavam o espalhamento, vinham atropelando aqueles que ali estravam. Era divertido quando alguém caia e os porcos vinham por cima; coisa de guri, parecia um rodeio. | |||
Os porcos mais velhos e fortes eram chamados de Cachaços. Tinham os dentes caninos grandes e por vezes eram agressivos, era comum atacarem filhotes. Por vezes tínhamos que prender os feridos e aplicar o spray Lepecid, e era uma diversão capturá-los. | |||
O abate de porcos era frequente. Os cortes das peças eram aleatórios: dizia o Sadol “é pra nós comer” e cortava sem cuidar de articulações ou músculos. | |||
Fazíamos uma enorme pilha de palha de arroz ou milho e colocávamos a carcaça em cima antes de acender fogo. Queimava todo tipo de pelo e impurezas da pele, então como num ritual tirávamos uma lasquinha de toucinho. A carne era guardada em baldes com banha pela esposa do Sadol. | |||
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| valign="top" |O trabalho | |||
| valign="top" |O primeiro trabalho ao chegar foi abater arvores e colher aquelas derrubadas no ano anterior para a queima e secagem do arroz. Um trabalho muito duro, feito a machado. Não eram muitas porque no ano anterior, 1981, foram cortadas em demasia. Os troncos eram recolhidos do chão para colocar na carreta a ser puxada por trator. | |||
O condutor do trator, Bastião, instruía sobre cada tipo de arvore. Numa ocasião ele derrubou uma enorme palmeira de Buriti só para servir água da seiva. Segundo ele, o Buriti não serve para queima porque sua madeira não arde.[[Arquivo:Buriti.png|miniaturadaimagem|558x558px|Delmar bebendo água de Buriti]] | |||
Certa feita pegaram em três um tronco de Sucupira, uma madeira muito dura e pesada: Simonato na ponta, Bastião no meio e Delmar atrás. Contagem até três para alçar o tronco aos ombros com muita dificuldade. De repente uma centopeia enorme sai do tronco e vai em direção ao meu rosto do Delmar, que gritou e soltou o tronco. Os dois companheiros que tiveram que suportar todo aquele peso reagiram indignados. | |||
Outro trabalho pesado era carregar cascalho com pás no reboque para melhorar os acessos à fazenda. | |||
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| valign="top" |7/Abr, | | valign="top" |7/Abr, | ||
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Jantamos e depois fomos deitar.[[Arquivo:Image.png|miniaturadaimagem|742x742px|Henrique e Sebastião, trabalhador da fazenda]] | Jantamos e depois fomos deitar.[[Arquivo:Image.png|miniaturadaimagem|742x742px|Henrique e Sebastião, trabalhador da fazenda]] | ||
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| valign="top" |Notas na margem | | valign="top" |Notas na margem | ||
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Comemos bem a excelente comida. Pagamos (Cr$ 500 cada) e saímos. | Comemos bem a excelente comida. Pagamos (Cr$ 500 cada) e saímos. | ||
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Edição das 20h13min de 11 de junho de 2026
Três amigos no Mato Grosso em 1982
O roteiro rodoviário
1º Na boleia de Mercedes-Benz 1113 e 2013

| 24/fev, 4ª feira, 470 Km. | Saída de Lajeado, almoço em Aratiba/RS, parada em Concórdia/SC, pouso em Porto União, divisa entre Santa Catarina e Paraná. |
| 25/fev, 5ª feira, 500 Km. | Pouso em Jaguariaíva/PR. |
| 26/fev, 6ª feira, 280 Km. | Almoço em Ocauçu/SP, pouso em Marília/SP. |
| 27/fev, sábado, 300 Km. | Pouso em São José do Rio Preto/SP. |
| 28/fev, domingo, 320 Km. | Pouso em Itumbiara/GO. |
| 1/mar, 2ª feira, 210 Km. | Chegada a Goiânia. |
2º Aboletados nos coletivos, de Goiânia ao Paredão Grande/MT

| 1/mar, 2ª feira, 400 Km. | Saída da rodoviária de Goiânia às 19:30h, chegada a Barra do Garças às 5:30h da manhã de 3ª feira. |
| 2/mar, 3ª feira, 200 Km. | Saída da rodoviária de Barra do Garças às 20:30h e chegada ao Paredão Grande à 1:30h da 4ª feira, dia 3 de março. |
3º Visitando a Ilha do Bananal

| 28/abr, 5ª feira, 660 Km. | Saída da rodoviária de Barra do Garças às 5:00h e chegada a São Felix do Araguaia às 3:00h do dia seguinte. |
Notas no caderno de viagem
O regresso
| Simonato | De São Félix viajamos para Cuiabá. Fomos visitar os irmãos do Valmir, amigo de Esteio. Ficamos uma semana, dali fomos visitar outro irmão que morava na Várzea Grande e tinha um canil. Atravessamos a ponte sobre o rio Cuiabá, chamou atenção a quantidade e tamanho dos peixes à venda. Como o dinheiro estava escasso novamente, vendemos a barraca que o Henrique tinha emprestado.
Terminado este período começamos a volta para o sul. Indicados por alguém fomos até o posto da PRF na rodovia, onde com a ajuda de agentes conseguimos carona com ônibus da Eucatur que voltava vazio para o Paraná. Acho que demos um canivete para o motorista. Na rodoviária de Cascavel dividimos um “X” salada e embarcamos, na manhã seguinte descemos em Canoas, próximo ao avião. O último dinheiro foi suficiente apenas pra pagar a passagem da Real Rodovias e finalmente chegar em Sapucaia do Sul. |
| Delmar |




