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==== O cotidiano ==== | valign="top" |A carne de porco com arroz era a dieta básica. A casa e alojamento eram cercadas por uma cerca de paus roliços cravados um ao lado do outro para impedir invasão dos porcos. Havia também uma cerca dessas protegendo a região frontal do secador de arroz e moega. Uma das diversões era a alimentação dos porcos. A área limpa acima do galpão de silo era onde os porcos ficavam às centenas esperando pela quirela de arroz. Alguém distante atraia a atenção dos porcos; perto do galpão outros espalhavam o arroz. Quando os porcos avistavam o espalhamento, vinham atropelando aqueles que ali estravam. Era divertido quando alguém caia e os porcos vinham por cima; coisa de guri, parecia um rodeio. Os porcos mais velhos e fortes eram chamados de Cachaços. Tinham os dentes caninos grandes e por vezes eram agressivos, era comum atacarem filhotes. Por vezes tínhamos que prender os feridos e aplicar o spray Lepecid, e era uma diversão capturá-los. O abate de porcos era frequente. Os cortes das peças eram aleatórios: dizia o Sadol “é pra nós comer” e cortava sem cuidar de articulações ou músculos. Fazíamos uma enorme pilha de palha de arroz ou milho e colocávamos a carcaça em cima antes de acender fogo. Queimava todo tipo de pelo e impurezas da pele, então como num ritual tirávamos uma lasquinha de toucinho. A carne era guardada em baldes com banha pela esposa do Sadol. [[Arquivo:Sadol e família.png|miniaturadaimagem|543x543px|Um pouco de lazer, que ninguém é de ferro...]] |- | valign="top" |
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