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==== A Ilha ==== O barco atracou na margem oposta junto a um posto da Funai. Guiados pelo chefe, fomos até o responsável pelo posto que devia dar sua permissão. Foi negativo, expondo os mesmos argumentos que o sargento da FAB. O chefe interveio em nosso favor. O responsável voltou atrás dizendo que devíamos falar com o capitão e o Eraldo, mas que mesmo assim não seria possível, desencorajou ao máximo. Agora tínhamos que conversar com os outros dois, Eraldo e o capitão. Voltamos ao barco e seguimos em frente. Passamos em frente a um hotel bonito, o JK, mas que estava fechado, é uma pena. Foi construída na época do Juscelino e em sua homenagem. Muitos turistas americanos passaram por ali. Continuamos "voando" pela mesma margem do rio apreciando as belezas da margem e a água. Avistei algumas crianças índias brincando. Havia uma corda amarrada à uma árvore do barranco, as crianças se balançavam nela e caiam na água, sempre gritando. Nesse ponto o barco diminuiu a velocidade e atracou ao lado da criançada. Desembarcamos, o chefe levou os mantimentos a uma casa próxima, separada da aldeia. Em seguida nos dirigimos ao posto da Funai que fica junto da aldeia para falar com Eraldo. O chefe nos apresentou, explicou nossa intensão, não tínhamos máquina fotográfica oi filmadora. Ele concordou plenamente sem impor qualquer restrição, agora estava tudo acertado e finalmente vamos ver essa almejada aldeia. Na saída encontramos o filho do chefe que nos acompanhou, falava bem português. Mostraram, de longe, o destacamento da FAB e a pista de aterrissagem, obras do período JK. Passamos em frente à antiga pista construída pelo Presidente Vargas. O chefe contou orgulhoso que certa vez o Vargas esteve ali e conversou com ele. Seu filho era afilhado do Vargas. Vimos o hospital dos índios e seguimos.
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